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Luxação, em termos médicos, é definida como a “perda do contato articular”, ou seja quando o ombro sai fora da sua posição, se desloca.

A luxação do ombro ocorre quando uma força extrema supera os mecanismos estabilizadores (labrum, cápsula, musculatura e respectivos tendões) e desloca a cabeça do úmero para fora da glenóide.

Ocorrido o deslocamento, o objetivo inicial é a redução do ombro , ou seja, colocar o ombro de novo no lugar. Isso deve ser feito por um médico e apenas após avaliação clínica e radiográfica. Após a redução, uma nova radiografia deve ser realizada para se certificar de que o procedimento foi realizado de maneira correta.

O paciente deverá utilizar uma tipóia. O período de tempo e o tipo de tipóia serão determinados pelo médico, de acordo com a gravidade da luxação, a idade do paciente e sua assiduidade na prática de atividade física

O grande problema de ter deslocado o ombro é o fato de ocorrer lesões dos tecidos. Na maioria das vezes, os danos serão principalmente numa estrutura anatômica chamada de labrum que é um anel fibrocartilaginoso que envolve a glenoide, e nos ligamentos, ambos são imprescindíveis a estabilidade articular.

Poderá ocorrer também outras lesões: lesões ósseas e tendinosas.

Devido a estas lesões mais da metade dos pacientes poderá desenvolver um problema no ombro chamado Luxação Recidivante, ou seja, o ombro começa a luxar (sair do lugar) mesmo sem ter novo trauma e nesses casos está indicado tratamento cirúrgico.

Pode ser realizado por via artroscópica, com 3 ou 4 orifícios de 1 cm no ombro e o uso de equipamentos específicos para um procedimento pouco invasivo. Nesse procedimento, é realizado o reparo do labrum e retensionamento dos ligamentos.

Com o procedimento é possível a cicatrização dos ligamentos e do labrum em uma boa posição, apresentando um alto índice de sucesso.

Entretanto, em alguns casos, como por exemplo o paciente que apresenta uma lesão óssea importante, faz-se necessário procedimento com cirurgia aberta convencional usando enxerto ósseo do próprio paciente para correção da falha óssea.

Sobre o autor

Dr. Breno Calgaro De Carvalho

Cirurgia do Ombro – CRM 8783 RQE 4708 TEOT 9115

Formado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC – 1994 a 2000.

Residência em Ortopedia e Traumatologia 2000 a 2003 Hospital Governador Celso Ramos Residência em Cirurgia do Ombro (R4).

Hospital Ortopédico – Belo Horizonte/MG – 2005.

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia do ombro.