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Os ossos longos são bastante fáceis de serem identificados. Eles têm o comprimento maior que a largura e possuem duas extremidades articulares esponjosas. Já o corpo dessas estruturas é formado por tecido mais compacto e cilíndrico. Ele possui um “orifício”, chamado de canal medular. Geralmente, as fraturas de ossos nessa região causam impotência funcional completa do membro.

São exemplos de ossos longos:

  • Úmero, Ulna e Rádio (membros superiores);
  • Fêmur, Tíbia e Fíbula (membros inferiores).

“As fraturas de ossos longos do membro superior limitam a capacidade de utilização do braço e antebraço, forçando o paciente a deixar o membro junto ao corpo e imóvel. Qualquer tentativa de movimento ou elevação de algum objeto causará dor intensa. Muitas vezes, é impossível realizar tal movimento.”- Dr. Felipe Macri, Médico Ortopedista e Traumatologista – (CRM 11792).

Já as fraturas de ossos longos no membro inferior limitam a capacidade de caminhar, apoiar e até permanecer em pé. E isso depende das características do trauma (região anatômica acometida no osso, energia e intensidade do trauma) e das características do paciente (criança, adulto ou idoso).

Qualidade dos Ossos

De forma geral, quanto mais jovens os pacientes, melhor a qualidade dos ossos e mais fácil a sua regeneração. O mesmo se aplica aos níveis de atividade física. Pessoas sedentárias costumam ter os ossos mais frágeis ao se tornarem idosos. Elas estão mais suscetíveis às fraturas de ossos longos do que as pessoas que realizaram exercícios físicos regularmente durante a vida.

Ter uma alimentação rica em cálcio e vitamina D também é um fator importante para ter ossos mais fortes. 

“Para as mulheres, a menopausa – e todas as alterações metabólicas provocadas por ela – representam um fator de risco importante para a osteoporose. Assim, as mulheres que já passaram pela menopausa têm mais chances de sofrerem com fraturas de ossos longos.” – Dr. Felipe Macri, Médico Ortopedista e Traumatologista – (CRM 11792).  

Procurando ajuda médica

Sem auxílio médico, identificar as fraturas de ossos longos  – especialmente quando ocorre no terço médio entre as articulações – pode ser bastante fácil. Principalmente, se for decorrente de um trauma grave. Nesses casos, frequentemente, pode ser possível identificar uma deformidade, mobilidade anormal nessa região do membro e incapacidade funcional. 

Porém, se o trauma for de baixa energia, causando pouco desvio, e o local acometido ficar próximo à articulação, muitas vezes só será possível identificar a fratura com exame ortopédico. E ele deverá ser associado a exames complementares, como raio x, tomografia ou ressonância magnética.

“Nestes casos, diferente do que muitos imaginam, as pessoas podem ter fraturas e continuar movimentando a região. A dor também pode não ser tão intensa, porém não melhora com o passar dos dias. Por isso, em caso de traumas sem melhora da dor em algumas horas, é importante imobilizar a região e procurar o médico ortopedista.” – Dr. Felipe Macri, Médico Ortopedista e Traumatologista – (CRM 11792).

Na consulta, o médico poderá prescrever medicamentos para controlar os sintomas da dor. Além de realizar os exames físicos necessários, poderá solicitar exames de imagem para diagnosticar com precisão as fraturas de ossos longos. A partir disso, o profissional prescreve o tratamento específico para cada pessoa.

Gravidade e Local da Fratura

O tratamento das fraturas de ossos longos pode variar de caso para caso. Ele depende de uma avaliação médica criteriosa e individualizada para cada perfil de paciente. 

De forma geral, as fraturas que acontecem no meio dos ossos longos causam uma impotência funcional completa. Porém, com um tratamento adequado, elas têm um prognóstico melhor, com baixo riscos de sequelas ou limitações físicas permanentes. Especialmente se comparadas àquelas que acometem as extremidades articulares.

“O processo de cicatrização dos ossos provoca a formação de um calo ósseo. Os calos formados no corpo do osso costumam não prejudicar os movimentos. Já nas extremidades, o desejado é que não ocorra formação de calo ósseo, pois podem prejudicar o rolamento articular e bloquear o movimento. E a redução (encaixe) da fratura nessa região deve ser perfeito como um quebra-cabeças.” – Dr. Felipe Macri, Médico Ortopedista e Traumatologista – (CRM 11792).  

Tratamento das Fraturas de Ossos Longos

De acordo com a avaliação médica, o tratamento para as fraturas de ossos longos pode ser conservador ou cirúrgico:

  • Tratamento conservador: consiste na imobilização externa da região traumatizada. Pode ser realizado por meio da utilização de gessos, órteses imobilizadoras, faixas e tipoias;
  • Tratamento cirúrgico: trata-se da intervenção médica através de procedimento cirúrgico. Ele pode ser realizado com cortes amplos para visualização direta e encaixe perfeito da fratura ou por cirurgia minimamente invasiva. Nesta, os cortes são pequenos, distantes do local anatômico acometido. A imobilização pode ser feita por dentro, com hastes intramedulares, no interior do canal medular, ou por fora do osso, com placa e parafusos.

Recuperação 

A recuperação do paciente após as fraturas de ossos longos depende de inúmeros fatores. Naturalmente, crianças e adolescentes tendem a se recuperar mais rápido do que idosos. Pessoas fisicamente ativas, que possuem uma alimentação saudável e boa qualidade de vida, sem vícios, como cigarro, também tendem a ter uma recuperação mais eficiente.

“A Fisioterapia é um cuidado que pode acelerar a recuperação das fraturas de ossos longos. Especialmente nos casos em que ela acontece próxima às extremidades articulares.” – Dr. Felipe Macri, Médico Ortopedista e Traumatologista – (CRM 11792). 

Para ter uma boa recuperação, procure o médico ortopedista sempre que suspeitar de fraturas e siga todas as orientações. Isso poderá ser decisivo para a sua qualidade de vida! A equipe da Ortoclini está a sua disposição. 

Sobre o autor

Dr. Felipe Macri, Médico Ortopedista e Traumatologista (CRM 11792).

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico.

Especialização em trauma Ortopédico ( Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo/sp, 2008).

Pós-graduação em Ortopedia e Traumatologia ( Hospital Governador Celso Ramos).

Graduação em Medicina (Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUC- Campinas/SP, 1999-2005).

Chefe do Grupo do Trauma Ortopédico do Serviço de Ortopedia do Hospital Governador Celso Ramos.

Preceptor do Programa de Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia do Hospital Governador Celso Ramos, Florianópolis / SC.

Área de atuação com ênfase em Trauma Ortopédico, no tratamento cirúrgico de fraturas de ossos longos.

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